Ele se sentou na sombra feita pela árvore. Olhou para os lados, pra cima, viu o céu. Retirou os óculos e esfregou as lentes antigas na camisa.
Era um dia monótono, e nosso personagem precisava de uma ideia. Mas de onde tirar o que seria a fonte do seu sustento? De onde surgiria a vida, o projeto, o pecado.
Um barulho seco assustou nosso herói. Ele recolocou os óculos e viu o futuro no singelo reflexo do próprio rosto. Pegou a origem dos pecados, esfregou na blusa preta e mordeu uma parte. Levantou-se lentamente, olhou para a “terra sem nome” e planejou o próximo passo.
Com a maçã mordida em mãos, caminhou para lugar nenhum. Para o futuro.
Muito bonita a homenagem, Pedro. Gostei ^^
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